Governo do Estado teve problemas com obtenção de recursos para desapropriações. RENATO LOBO Alterar o projeto do monotrilho da Linha 18-Bronze para um sistema Bus Rapid Transit – BRT para baratear o custo. Esta é a ideia do deputado federal Alex Manente (PPS/SP), em entrevista ao Repórter Diário. “Eu acredito que precisa ter uma revisão nesse […]

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Licitação dos ônibus da Vila Luzita não tem prazo definido

Maiores problemas são em relação à documentação que atesta a viabilidade econômica ADAMO BAZANI Previsto para ser publicado até o dia 28 de dezembro de 2016, o edital de licitação das 15 linhas de ônibus que ligam a região da Vila Luzita ao terminal de integração no bairro e também ao centro da cidade, ainda […]

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CPTM restringe acesso à estação Santo André

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CPTM fechou acesso leste da estação Santo André, que fica na passagem subterrânea, o que desagradou passageiros que utilizavam o local como acesso mais rápido e cômodo às plataformas e aos trens metropolitanos

Desde e o dia 05/01/2017 o acesso à estação Prefeito Celso Daniel – Santo André da linha 10 – Turquesa, que fica na passagem subterrânea entre os terminais Leste e Oeste da EMTU, teve seu horário de funcionamento limitado pela CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Agora ele só funciona das 6h30min as 14h, após este horário só é possível realizar saída pelo local.

A medida desagradou passageiros que o utilizavam para agilizar o embarque nos trens da CPTM vindos, por exemplo, das linhas municipais da SATrans e das linhas da EMTU que fazem ponto final no Terminal Leste, ou das linhas circulares da UFABC que fazem parada na rua Visconde de Taunay.

Isso porque, agora, todos terão que atravessar a passagem subterrânea até a saída localizada na plataforma A do Terminal Oeste, subir as escadas, atravessar a Rua Itambé e só assim, acessar as plataformas da estação através da bilheteria principal. Outra opção seria usar a passarela sobre a via férrea e caminhar até a estação, mas a insegurança do local, famoso por casos de assaltos, dificulta sua utilização principalmente a noite.

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Passageiros terão de utilizar acesso da Rua Itambé que é distante e muito mais movimentado

Segundo nota divulgada à imprensa, a companhia alega que “o maior volume de usuários que utilizam o acesso pelo túnel está concentrado no período da manhã”. Também ocorreram alterações no estação São Caetano, onde o acesso norte foi fechado por completo.

As restrições dificultam a vida dos passageiros, em especial aqueles com mobilidade reduzida, que a partir de agora farão um trajeto muito maior para ter acesso aos trens. Vale lembrar que os terminais e a estação não possuem equipamentos de acessibilidade como elevadores, plataformas elevatórias ou escadas rolantes, apenas as longas e íngremes rampas como opção às inúmeras escadas no caminho.

O fato é que a justificativa da CPTM não convence. Não é de hoje que a empresa vem demonstrando dificuldades com pessoal, o que tem afetado o atendimento nas bilheterias da estação. No dia 12/11/2016 o Professor Chicão, conhecido militante das pautas sobre mobilidade na cidade, postou no Facebook um vídeo que mostra uma enorme fila na bilheteria da estação Santo André:

Perguntado sobre os motivos da enorme fila, ele informou que ouviu de funcionários da CPTM que era motivada por falta de pessoal, o que limitava o atendimento nas bilheterias, e a falta de troco. Essa cena é muito comum na estação Santo André, filas enormes para a compra do bilhete magnético, o que favorece inclusive o comércio irregular de passagens.

Com a migração dos passageiros do acesso fechado para a bilheteria principal, há uma tendência de aumento das filas por conta da maior demanda. Questionamos a CPTM via Twitter sobre a possibilidade de aumento de funcionários atendendo nas bilheterias e se os que atuavam no acesso fechado serão transferidos para a principal, ou se a medida visa apenas enxugar o quadro. Aguardamos as respostas.

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Aviso na plataforma da estação

A questão é que a medida vai na contramão daquilo que é preciso para estimular o uso do transporte público, tonando-o mais acessível para toda a população. Medidas como estas acabam por tornar mais difícil a rotina dos passageiros e a reforçar o estigma que existe sobre o sistema. Épocas de crise não podem tornar-se justificativas para retrocessos, afinal são nelas onde as pessoas mais dependem do transporte público.

O acesso pela rua Itambé é sim mais movimentado, tendo em vista a concentração muito maior de linhas de ônibus municipais e metropolitanos no Terminal Oeste, além do fluxo maior de automóveis. O Terminal Leste possui menos linhas de ônibus e boa parcela dos moradores do 2° Subdistrito utilizam também as estações de Utinga, Prefeito Saladino e Capuava, que possuem melhor acesso neste lado da cidade.

Mas este desequilíbrio na distribuição dos passageiros não pode tornar-se justificativa para que milhares de passageiros sejam prejudicados.

É importante que questões como estas sejam levadas ao público antes de serem efetivadas e caso não possam ser revertidas, que ao menos sejam adotadas medidas que minimizem os impactos. Infelizmente não é o que se vê na CPTM. A empresa é sempre muito distante do público e pouco transparente em suas ações, postura que vai de contra o caráter do serviço que presta na região metropolitana, transportando milhares de pessoas todos os dias. Um serviço de transporte mais adequado a necessidade da metrópole, exige uma mudança de postura da empresa no seu relacionamento com os passageiros e com as cidades da região metropolitana, para que o diálogo entre elas seja o melhor possível.

Por Diego Vieira

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DET volta atrás em mudança na Queirós Filho

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Depois da controversa conversão para mão única do trecho final da Av. Queirós Filho, na Vila Homero Thon, que gerou reclamações de moradores e motoristas, o DET – Departamento de Engenharia de Trânsito de Santo André voltou atrás na mudança e retomou o trecho de aproximadamente 30 metros para mão dupla novamente.

A Secretaria Obras e Serviços Públicos da cidade já tinha um projeto de alteração há algum tempo, intervenção essa que faz parte do conjunto de compensações pela construção do complexo Brookfield, que abriga entre outros empreendimentos o Atrium Shopping.

A mudança ainda não havia sido implantada pois a estimativa de fluxo de veículos no local não foi atingida como o previsto, provavelmente por conta dos atrasos na entrega das obras que contam ainda com um hotel, um edifício comercial e torres residenciais.

Há cerca de duas semanas a mudança foi implementada, depois de liberado novo retorno à direita alguns metros a frente do cruzamento com avenida. Motoristas reclamavam de congestionamentos para acessar a Queirós Filho pelo novo retorno a partir da Av. Giovanni Batista Pirelli. A fila de carros chegava a fechar o cruzamento.

Dificuldades para mudar:

Não temos informações sobre os motivos que levaram a prefeitura a voltar atrás na mudança. Porém tal postura mostra como são difíceis quaisquer mudanças na infraestrutura de nossas cidades.

Ao mesmo tempo que existe uma resistência natural do ser humano para mudanças, as pessoas também costumam ser bastante acomodadas e não se esforçam para entende-las e colaborar para que as dificuldades sejam minimizadas.

Por outro lado também, nossos órgãos públicos tem sérias dificuldades em implementar qualquer tipo de mudança, por menor que seja. Falta de recursos humanos, financeiros e ou tecnológicos são só algumas das dificuldades que tornam estes processos verdadeiras dores de cabeça. Falhas de comunicação, de organização ou de planejamento são algumas da consequências que só amplificam essa resistência das pessoas.

No caso específico da Queirós Filho, vemos ambas as situações. Uma mudança feita repentinamente com pouca comunicação, sem uma maior interação com a comunidade no entorno e tornando um processo aparentemente simples, de conversão à direita, algo bem mais complicado, com novos cruzamentos, um semáforo e pouco espaço para o enorme fluxo de veículos no local.

O resultado não poderia ser outro: motoristas estressados, trânsito complicado e todo mundo querendo que voltasse a ser como antes. Com isso, todos os recurso investidos na alteração (construção do retorno, semáforo, sinalização, equipes de plantão etc.) são desperdiçados e algo que até poderia trazer alguma melhoria para o local acaba se perdendo nesse mar de falta de planejamento, transparência e eficiência na condução da vida urbana.

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O desserviço de parte da mídia

Estou compartilhando aqui uma resposta dada a um comentário em nossa página no facebook, a respeito das chuvas de ontem que assolaram a cidade de Santo André.
A resposta ficou bastante elaborada e achamos que talvez seria interessante compartilhar em forma de artigo para que as pessoas compreendessem nosso ponto de vista em relação ao problema dos alagamentos na cidade, a resposta da prefeitura frente a repercussão e a postura de parte da mídia diante das mazelas que assolam nossa sociedade.
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Reprodução da internet: http://goo.gl/omnKZH
“Olá David, bom dia! Obrigado por contribuir ao debate com sua opinião.
Antes de qualquer coisa é importante destacar que esta página não tem nenhum vínculo com a prefeitura. Como está dito na apresentação este é um espaço feito pelos cidadãos andreenses.
Esclarecido isso, podemos ir ao ponto: porque compartilhamos a postagem da prefeitura com a nota de esclarecimento sobre os ocorridos na chuva de ontem?
Adianto que o texto é grande, mas espero que seja lido para compreensão do cenário e para a construção de um visão crítica da coisa.
1) A mídia que cobria o ocorrido ontem (Marcelo Rezende e seu Cidade Alerta) não estava nem um pouco interessada em mostrar os problemas que assolavam a cidade naquele momento, prestando um serviço de utilidade pública. Estavam quase que torcendo para aquela casa desabar diante das câmeras e eles terem em mãos um factóide jornalistico para explorar. Que tipo de credibilidade pode ter um programa destes?
A extensão dos alagamentos eram enormes, haviam ruas alagadas em vários pontos da cidade. Eles poderiam ajudar quem estava em casa e precisava sair ou quem estava no trabalho e pretendia chegar em casa, mostrando como estava a situação em toda a região, que teve uma área fortemente atingida. Mas não, preferiram ficar explorando a tragédia alheia de uma família que teve seu lar destruído pela chuva.
2) Você tem razão quando diz que o Jardim Utinga fica em Santo André. A questão é que a área alagada ontem fica no limite entre Santo André e São Paulo, área que fica atrás [ao fundo] deste bairro. O córrego Oratório é o limite natural das duas cidades. Neste ponto, a prefeitura tem razão, a casa não fica na cidade. Claro que isso não anula o problema como um todo, pois o alagamento atingiu toda a área limítrofe da cidade, responsabilidade da prefeitura. Mas entendo e concordo com a nota quando tenta esclarecer que a forma como era apresentado no programa parecia que a cidade inteira estava naquele estado, o que sabemos não ser verdade. [Na verdade haviam sim muitos pontos de alagamento porém eles passaram o tempo todo mostrando um único lugar praticamente, como poderiam dar esta “visão” da cidade se foram incapazes de fazer o papel que se espera da mídia].
Ontem houve uma chuva muito acima do normal. Foram 92 mm de chuvas em cerca de 3 horas. Nenhum sistema de drenagem encravado em meio de uma cidade urbanizada e quase que completamente impermeável é capaz de escoar tamanha quantidade de água.
Você lembrou muito bem da canalização do córrego Guaixaya, afluente do Oratório, na Av. das Nações. Aparentemente a obra não teria surtido efeito neste alagamento e realmente é impossível esperar isso. Na avenida em questão não houve alagamento, mesmo com este volume de chuvas. Porém toda a água escoada por ali desaguou no Oratório, assim como toda a água que caiu sobre TODOS os bairros no entorno dele.
O que se viu naquele ponto foi um fenômeno atípico, de um volume de água abissal seguindo o fluxo natural do curso d’água. É incoerente querer delegar culpa a qualquer agente público por conta desta situação, seja a prefeitura de Santo André, a prefeitura de São Paulo ou o DAEE, de responsabilidade do Governo do Estado e responsável pela manutenção e adequação do local.
A realidade não está boa. Sim, realmente não está e as perspectivas não são das melhores. Basta fazer um pequeno exercício: a canalização do Guaixaya, em um trecho de 1,5 Km custou R$ 28 milhões. Isso porque não necessitou de nenhuma desapropriação.
Agora calcule quanto custaria para canalizar e adequar todo o leito do Oratório, que tem mais de 10 Km de extensão e boa parte da sua faixa ocupada por invasões e moradias precárias?
A pergunta que faço é: você e toda a sociedade, estão dispostas a pagar essa conta? Afinal, não existe nada “de graça”. Alguém vai pagar a conta.
O mar de impostos que pagamos não paga uma conta como essas, não porque se arrecada pouco, mas porque nosso sistema público é ruim e mal gerido e isso não é um problema exclusivo de Santo André mas sim de todo o país, ou seja, não resolveremos sozinhos.

Portanto, nosso objetivo não é livrar a prefeitura da sua responsabilidade nem amenizar os transtornos causados pela falta de políticas públicas nesta área, mas mostrar que nosso problema é muito maior e carece de um esforço muito maior do que ficar hostilizando os entes públicos na internet, influenciados por setores da mídia sem compromisso com a sociedade, senão com seus próprio interesses. Um país sério não se constrói com discurso sensacionalista, mas com inteligência, força de vontade e união.

Convido todos a fazer uma visita na página do jornal em questão, CIDADE ALERTA – Notícias, violência Urbana e Crimes – e procurar alguma nota que se refira ao caso de ontem. Você não vai encontrar porque o que eles desejavam que acontecesse, não aconteceu. A casa não caiu, não foi arrastada, não teve morte, não teve tragédia, por isso deixou de ser interessante. Isso só prova que o senhor Marcelo Rezende não estava nem um pouco preocupado com o problema das enchentes e tão somente com os números da sua audiência.

Preocupados com a cidade estamos nós que vivemos aqui e que lutamos para que a indignação e a luta por uma cidade maior extrapole as “fronteiras” das mídias sociais, ganhe as ruas e se torne realidade”.
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SA-Trans responde sobre mudanças na linha I-04

Capa - I04Questionamentos foram feitos pelo blog Mobilidade Santo André aos responsáveis pela Secretaria de Obras e Serviços Públicos e SA-Trans, por meio da Secretaria de Comunicação e Assessoria de Imprensa da prefeitura.

Diante das reclamações dos passageiros da linha I04 – Jd. Las Vegas / Pq. Capuava depois das mudanças realizadas pela SA-Trans no itinerário da linha, que foi estendida até o Jd. Alvorada passando a fazer ponto final junto as linhas T17 e B63, o blog Mobilidade Santo André enviou alguns questionamentos à Secretaria de Obras e Serviços Públicos e a SA-Trans, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura de Santo André, solicitando esclarecimentos aos problemas enfrentados pelos passageiros nestes primeiros dias após as mudanças.

Falta de informações sobre a mudança, superlotação dos veículos e aumento no tempo de espera, foram alguns dos problemas relatados pelos passageiros. A assessoria de impresa da prefeitura respondeu todas as questões e as respostas seguem abaixo na íntegra, conforme recebido pelo blog. Logo após, daremos nossa opinião a respeito:

Questionamentos à prefeitura de Santo André sobre as mudanças na linha I04:

1) Em que foi baseada esta mudança? Foi alguma proposta da própria SA-Trans ou a solicitação de alguma associação de moradores da região?

A mudança foi uma solicitação dos moradores para que a linha I 04 atendesse também o Jardim Alvorada. Num primeiro momento a alteração parecia inviável porque aumentaria consideravelmente o tempo de viagem e criaria percurso negativo, avaliando melhor a Santo André Transportes em conjunto com a operadora (Etursa) verificou a viabilidade do atendimento do solicitado alterando o ponto inicial da linha do Jardim Las Vegas para o Jardim Alvorada e alterando o sentido de circulação em trecho do Jardim Las Vegas.

2) Foi feito algum estudo preliminar sobre a mudança, os impactos que ela causaria e as possíveis necessidades que tal mudança demandaria?

Sim foram feitos estudos técnicos e realizada uma grande intervenção na Avenida Otávio Cândido com a Rua Demétrio Girardello, com a retirada de uma ilha que inviabilizava a circulação de ônibus convencional.

3) Passageiros relataram que a quantidade de ônibus na linha permaneceu a mesma, mesmo com o aumento no trajeto? Esta informação procede? Se sim, de que forma isso foi avaliado pela SA-Trans e quais seriam as justificativas para que a frota não fosse alterada?

Não houve neste momento alteração da frota porque o tempo de viagem não aumentou significativamente. A SATrans permanece acompanhando e avaliando se haverá necessidade de algum reforço. Iniciamos a operação neste mês e, por ser um mês de férias, onde a redução de demanda esta medição seria prejudicada.

4) Os moradores dos outros bairros atendidos pela linha forma procurados de alguma forma pela SA-Trans para discutir a mudança ou mesmo para que a informação desta fosse divulgada aos passageiros?

Outros bairros não foram consultados porque a linha não deixou de atende-los.

5) Porque a mudança só foi comunicada poucos dias antes dela acontecer, com alguns cartazes afixados nos ônibus, alguns apenas nos dias da mudança segundo alguns passageiros? Esta necessidade foi discutida em algum momento dentro de um possível estudo sobre a mudança?

A mudança foi devidamente divulgada nos interior dos veículos que é a melhor forma de atingir os usuários e nos pontos que tiveram alteração. Nos pontos, inclusive, haviam fiscais para dirimir eventuais dúvidas. De todo modo vamos reavaliar a comunicação quando realizarmos eventuais alterações.

6) Porque não houve nenhum comunicado da SA-Trans e da prefeitura sobre a mudança nos canais de comunicação comumente utilizados para divulgação de eventos na cidade, como a página do Facebook, o site da prefeitura ou o site da própria SA-Trans?

A alteração não se tratou de um evento tão grande, apenas alguns pontos que imaginamos que a divulgação feita seria suficiente, mas iremos reavaliar para próximas alterações. O site da Santo André Transportes está em construção.

7) Porque as mudanças ainda não constam no site da SA-Trans mas já constam no site da Cittamobi, aplicativo que mostra a localização e os horários dos ônibus? E porque o trajeto da linha no CIttamobi está bagunçado?

Estamos tomando as providências para as atualizações no site, no Cittamobi já está ok.

8) A mudança é definitiva ou está em estudo? Se estiver em estudo, qual o prazo para avaliação? Caso não se mostre viável, a SA-Trans possui outras propostas para a linha ou ela apenas regressaria ao seu itinerário antigo?

Estamos atentos a operação de todo o sistema e fazer os ajustes necessários nesta e nas demais linhas. A alteração beneficiou todo o conjunto de moradores do Jardim Alvorada que agora também podem utilizar os serviços da linha, não há como voltar e sim avaliar, acompanhar e fazer os ajustes necessários.

Fonte: Prefeitura Municipal de Santo André
Secretaria de Comunicação
Assessoria de Imprensa

Nossa opinião:

Para nós do Mobilidade Santo André, a mudança em si é interessante. Os moradores do bairro Jd. Alvorada passaram a ter mais uma opção de deslocamento para a região central e para o 2° Subdistrito. A ressalva fica por conta dos possíveis prejuízos aos moradores do Jd. Las Vegas, já que a linha que os atendia exclusivamente passa a ser compartilhada com outro bairro. Isso precisa ser compensado de alguma forma, seja com a diminuição dos intervalos ou com o aumento do número de veículos na linha.

Olhando para o serviço, a I04 sempre fez ponto final sozinha no Jd. Las Vegas e manter estruturas individuais de fiscalização gera custos adicionais ao sistema. Compartilhar o ponto final com outras linhas é mais prático e barato, além de facilitar a fiscalização tanto por parte das empresas como da gerenciadora.

Ponto final da linha I04 no Parque Capuava, compartilhado com outras linhas

Ponto final da linha I04 no Parque Capuava, compartilhado com outras linhas

Inclusive defendemos que estes locais recebam melhorias de infra-estrutura, tornando-os “mini-terminais” de bairro onde se concentrem a maior quantidade de linhas possíveis e se ofereça condições adequadas de acomodação, iluminação, informação e segurança para passageiros e colaboradores das empresas.

O que mais incomodou a todos neste processo de mudança da linha I04 foi a forma como ele foi conduzido. Ficamos com a sensação de que os impactos no serviço, em especial nos outros bairros atendidos pela linha, foram subestimados pela SA-Trans e por isso eles impactaram de forma tão negativa nestes primeiros dias da mudança. A I04 é uma linha Diametral de alta demanda, que interliga a cidade de Norte a Sul, atende cerda 15 bairros importantes passando pelo centro da cidade. Qualquer evento em seu trajeto, como um dos ônibus quebrados por exemplo, já é o suficiente para que os intervalos e o tempo de viagem sejam afetados.

Postagem em nossa página no Facebook, de Abril de 2014, ironiza problemas na I-04

Postagem em nossa página no Facebook, de Abril de 2014, ironiza problemas na I-04

A comunicação com o passageiro se mostrou insuficiente, pois se resumiu em avisos nos ônibus que, se não forem colocados com certa antecedência, podem nem ser vistos pelos passageiros. Se imaginarmos que a maioria utiliza os ônibus nos horários de pico, quando estão mais lotados, a visão do quadro de avisos fica obstruída.

Uma simples publicação no site da prefeitura e ou em sua página no Facebook, poderiam fazer com que a informação chegasse a mais pessoas e a mudança fosse melhor absorvida. Muitas empresas de transporte público como Metrô, CPTM, EMTU e SBC Trans usam esta forma de comunicação para divulgar este tipo de informação. A internet e as redes sociais são uma poderosa ferramenta de comunicação, barata e que pode melhorar em muito as relações com o público.

Twitter

Empresas de transporte público mantém páginas nas redes sociais para manter contato direto com os passageiros

Algo que deve ser averiguado com firmeza é a informação de que nem mesmo os motoristas sabiam direito das mudanças e qual seria o novo caminho a ser feito. Esta é uma falha grave da empresa, pois como responsável direta pela mudança ela deveria informar todos seus funcionários, até porque eles são a linha de frente da operação e acabam atuando como multiplicadores. Os passageiros recorrem naturalmente à eles em busca de informações, pois imaginam que como parte do sistema eles saibam informar sobre as mudanças. Este é um ponto que deve ser muito bem observado pelas empresas e pela SA-Trans.

Deste episódio se pode tirar muitas lições, tanto para os passageiros, quanto para a SA-Trans e as empresas. Aos passageiros fica a lição de que como clientes do serviço de transporte, eles tem de estar cada dia mais atentos ao seu funcionamento e conhecer sua dinâmica. Devem cobrar sim as informações mas também tem que fazer sua parte, enxergando-se como parte do processo que faz o sistema funcionar bem.

Para a SA-Trans e para as empresas, fica a lição de que comunicação é mais do que fundamental e precisa ser aperfeiçoada a todo instante. Além disso, por mais controle que se tenha sobre qualquer processo, quando há relações e interações humanas envolvidas, com dezenas de milhares de indivíduos envolvidos, tudo pode acontecer e o trabalho sempre precisa buscar prever a o maior número de possibilidades para minimizar ao máximo os impactos. É impossível se prever tudo, mas quanto mais possibilidades previstas, maiores são as chances de êxito no processo. Se todos os envolvidos neste episódio conseguirem compreender e colocar em prática as lições aprendidas, temos tudo para conquistar um transporte público cada vez melhor e mais eficiente.

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Mudanças nas linha I-04

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Esta semana a SA-Trans, gerenciadora do transporte público municipal da cidade, realizou alterações no itinerário da linha I04 – Jd. Las Vegas / Pq. Capuava,operada pelo consórcio União Santo André por meio da viação ETURSA (Base 04). O itinerário da linha foi estendido do Jardim Las Vegas até o Jardim Alvorada, passando a fazer ponto final junto com as linhas T17 e B63. Por conta deste prolongamento a linha teve parte de seu trajeto alterado para que continuasse a atender o bairro do Jardim Las Vegas.

A mudança:

Conforme apurado pelo próprio blog, pois não foram encontradas informações oficiais sobre a mudança, o circuito da linha foi invertido. No trajeto antigo, após sair da Av. Brasília sentido Las Vegas, os ônibus seguiam pelas ruas Otávio Cândido e Demétrio Girardelo até a Av. Marginal do Taioca, onde retornavam pelas ruas José Anselmi e Domênico Garofallo até a Rua Leonardo Fioravanti, subindo por esta até a Rua Afonso Maria Zanei, onde seguiam até a Rua André Didone, local do ponto final, próximo à padaria Nova Las Vegas.

Antigo trajeto I04

Antigo trajeto da linha I04, até o Jd. Las Vegas

Com a mudança, os ônibus passam a seguir, após saírem da Av. Brasília, pelas ruas Dona Nina Zanotto (rua da Zapt Coop) e Euclides Menato até a Rua José Cordeiro, onde há um campo de futebol. Esta última rua fazia parte do antigo itinerário, o que pode ter causado confusão nos passageiros. Dali a linha segue pelas ruas Streiff e André Didone (antigo ponto final) para chegar à Rua Afonso Maria Zanei, por onde segue o sentido inverso do seu antigo itinerário: ruas Leonardo Fioravanti, Domênico Garofallo, José Anselmi, Marginal do Taioca e Demétrio Girardelo, até a Rua Otávio Candido, a partir de onde cumpre itinerário até o Jardim Alvorada pelo mesmo trajeto das linhas T17 e B63, seguindo pelas ruas Ernesto Pedron, Lavínia e Antônio Seixas Leite Ribeiro até o ponto final, na Praça Herbert de Souza, popularmente conhecida como “Três Quadras”.

Novo trajeto I04

Novo trajeto da I04, até o Jd. Alvorada

Reclamações e críticas:

A mudança, ocorrida nesta última quarta-feira, 01/07, tem gerado muitas críticas e reclamações por parte dos passageiros da linha. Muito por conta das falhas de comunicação e da falta de transparência da SA-Trans, que não avisou da mudança com a antecedência necessária para que os passageiros estivessem cientes do novo trajeto e se adaptassem a ele.

Muitos foram pegos de surpresa com a mudança e a falta de informações agravou o problema, principalmente porque o novo trajeto utiliza as boa parte das vias do trajeto antigo, porém seguem no sentido oposto. O fato da mudança ter sido realizada no meio da semana em dia útil também foi criticado, pois gerou uma alteração brusca na rotina dos passageiros, que no dia anterior ainda contavam com o itinerário antigo. Poderia ter sido feito por exemplo no fim de semana ou no próximo feriado, quando a demanda é menor e os impactos poderiam ser atenuados.

Passageiros relataram que nem mesmo os motoristas dos ônibus que fazem a linha estavam totalmente cientes das mudanças e muitos deles nem mesmo sabiam qual o novo caminho a ser feito. Várias viagens teriam sido feitas por caminho diferente, causando ainda mais confusão e estresse a passageiros e funcionários.

Ficou a impressão também de que a quantidade de ônibus circulando não foi ampliada, mesmo com o aumento de trajeto, o que somado com todos os problemas já relatados, causou superlotação da linha nestes dois primeiros dias da mudança. O itinerário incorreto e a falta de informação fez acumular pessoas nos pontos, que quando finalmente conseguiam embarcar se somavam aos passageiros das viagens seguintes.

Tudo isso impactou inclusive a rotina de moradores de outros bairros da cidade. Na região do Parque Capuava, no outro extremo da linha, passageiros se acumulavam nos pontos por conta dos atrasos nas viagens e descumprimento dos horários, causados por todas as falhas no processo de mudança. Assim como os conterrâneos do Jd. Las Vegas, a maioria não foi devidamente informada da mudança e não entendia o porque de tanto atraso.

Em busca de respostas:

Procuramos por e-mail a assessoria de imprensa da SOSP – Secretaria de Obras e Serviços Públicos, responsável pela SA-Trans e enviamos uma série de questionamentos sobre as mudanças na linha, que seguem abaixo. Estamos no aguardo de um retorno da secretaria ou da gerenciadora sobre estes questionamentos.

Procuramos informações a respeito destas mudanças nos sites da Prefeitura de Santo André, da AESA (Associação da Empresas de Ônibus de Santo André), do Consórcio União Santo André e da SA-Trans e em nenhum deles consta alguma informação sobre as alterações na linha I-04. Na relação de linhas do site da SA-Trans inclusive o itinerário continua com o trajeto antigo.

Já no site do CittaMobi, aplicativo responsável pelo monitoramento dos ônibus, linhas e horários do transporte da cidade, a alteração já consta, porém aparenta estar com algum erro de configuração pois os pontos do trajeto antigo cruzam-se com o do novo trajeto e tornam as informações ainda mais confusas.

Alteração do itinerário da linha no site do aplicativo Cittamobi

Alteração do itinerário da linha no site do aplicativo Cittamobi está confusa

Questionamentos sobre as mudanças na linha I04 feitos à SA-Trans:
1) Em que foi baseada esta mudança? Foi alguma proposta da própria SA-Trans ou a solicitação de alguma associação de moradores da região?
2) Foi feito algum estudo preliminar sobre a mudança, os impactos que ela causaria e as possíveis necessidades que tal mudança demandaria?
3) Passageiros relataram que a quantidade de ônibus na linha permaneceu a mesma, mesmo com o aumento no trajeto? Esta informação procede? Se sim, de que forma isso foi avaliado pela SA-Trans e quais seriam as justificativas para que a frota não fosse alterada?
4) Os moradores dos outros bairros atendidos pela linha forma procurados de alguma forma pela SA-Trans para discutir a mudança ou mesmo para que a informação desta fosse divulgada aos passageiros?
5) Porque a mudança só foi comunicada poucos dias antes dela acontecer, com alguns cartazes afixados nos ônibus, alguns apenas nos dias da mudança segundo alguns passageiros? Esta necessidade foi discutida em algum momento dentro de um possível estudo sobre a mudança?
6) Porque não houve nenhum comunicado da SA-Trans e da prefeitura sobre a mudança nos canais de comunicação comumente utilizados para divulgação de eventos na cidade, como a página do facebook, o site da prefeitura ou o site da própria SA-Trans?
7) Porque as mudanças ainda não constam no site da SA-Trans mas já constam no site da Cittamobi, aplicativo que mostra a localização e os horários dos ônibus? E porque o trajeto da linha no CIttamobi está bagunçado?
8) A mudança é definitiva ou está em estudo? Se estiver em estudo, qual o prazo para avaliação? Caso não se mostre viável, a SA-Trans possui outras propostas para a linha ou ela apenas regressaria ao seu itinerário antigo?
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