Grupo inicia ação coletiva pelo Transporte Público da cidade

Entrega de pauta sobre o transporte elaborada pelo grupo ao vereador Luiz Alberto

Um grupo de munícipes usuários do transporte público de Santo André, articulado em parceria com a página Mobilidade Santo André, reuniu-se ontem, 31 de Outubro de 2018, com o vereador e vice-presidente da Câmara Municipal Luiz Alberto (PT). O objetivo do encontro foi abrir um canal de diálogo com o poder público sobre os diversos problemas enfrentados diariamente pelos passageiros do transporte coletivo por ônibus da cidade.

Alvo de inúmeras reclamações, o serviço passa por um de seus momentos mais difíceis. Com uma rede de linhas obsoletas e um sistema pouco inovador, aliado à empresas operadoras com dificuldades financeiras por conta da crise e da queda acentuada de passageiros transportados, os problemas se acumulam: frota de ônibus envelhecida, quebras constantes, lotação em diversos horários, atrasos e intervalos irregulares são algumas das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia.

Diante deste cenário o grupo se articulou nas redes sociais e pelo contato de membros com o vereador, conseguiram agendar o encontro. Luiz Alberto foi eleito em 2012 e reeleito em 2016. Ofereceu grande apoio a moradores do bairro Jardim Las Vegas no episódio de alteração do itinerário da linha I-04 – Jardim Las Vegas / Parque Capuava, uma das mais problemáticas da cidade e que, de um dia para outro e sem a devida comunicação aos passageiros, teve seu ponto final alterado para o Jardim Alvorada, o itinerário alongado e o sentido de circulação dentro do bairro invertido (relembre AQUI).

O vereador, que tem no Las Vegas uma de suas bases de representação, também foi pego de surpresa pela mudança e tentou de diversas formas articular audiências entre o poder público e os moradores dos dois bairros para se debater a melhor solução. O apoio de alguém com boa circulação no legislativo e executivo andreense, e histórico de atuação na pauta do transporte coletivo foi o primeiro passo buscado pelo grupo nas ações que serão tomadas visando mobilizar a sociedade civil e o poder público por melhorias nos ônibus municipais.

“O transporte da cidade parou no tempo. As linhas são as mesmas de mais de 20 anos atrás, quando Santo André ainda era uma cidade de perfil industrial, em transição para a área de serviços. A cidade mudou muito, mas o sistema de transporte não acompanhou. Precisamos de melhorias pontuais mas também se faz necessário uma reformulação profunda no sistema” diz Diego Vieira, criador da página Mobilidade Santo André e um dos representantes presentes na reunião.

O grupo acredita e propõe um diálogo aberto com o poder público e as empresas operadoras, entendem que todos tem papel fundamental nas melhorias que o serviço precisa. “As empresas de ônibus de Santo André, por exemplo, atuam na cidade há cerca de 30 anos, conhecem muito bem a dinâmica do transporte e essa experiência tem de ser levada em conta. Para o passageiro é importante que as empresas tenham viabilidade para que a qualidade do serviço não só se mantenha, mas seja ampliada” afirmam. Já o poder público teria as ferramentas necessárias para direcionar o melhor caminho: corpo técnico, dados de demanda, do viário, dos pontos de interesse da cidade; o objetivo é unir e apoiar estes entes para superar os desafios e recolocar a cidade na vanguarda de uma mobilidade moderna e sustentável..

Devido a proximidade do recesso de fim de ano o grupo deve focar sua atuação no aperfeiçoamento da pauta e na mobilização de apoio para a proposta. Segundo os representantes, o grupo é supra-partidário, ou seja não empunha a bandeira de partidos, e estará aberto a todos que queiram colaborar de alguma forma no projeto. Serão divulgados nas redes sociais os resultados do encontro e uma reunião aberta com o grupo e aberta aos munícipes deve ser marcada.

por Diego Vieira

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Audiência Pública na Câmara: reflexo do transporte na cidade

por Diego Vieira – Mobilidade Santo André

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O transporte público, assim como o legislativo municipal – nossos vereadores, são serviços públicos ao cidadão. Serviços organizados para atender as demandas daqueles que vivem na cidade. O primeiro, promove o ir e vir daqueles que desejam se locomover de um ponto ao outro dentro dos limites do município para qualquer atividade ou interesse. O segundo, reúne pessoas eleitas pelos próprios cidadãos para representa-los na câmara em ações como propor leis e a fiscalização das ações do executivo municipal, prefeito e secretários.

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Nesta chuvosa noite de segunda-feira em Santo André, nós cidadãos, tivemos uma demonstração clara de que os problemas que enfrentamos no transporte público da cidade são reflexos claros de como as coisas são conduzidas por aqui.

Quem, por exemplo, nunca saiu de sua casa ainda cedo para pegar um ônibus que estava programado para passar em determinado horário e sem nenhuma explicação ficou plantado no ponto esperando por um longo tempo? Sem aviso, sem informações, algo impediu aquele serviço de ser prestado mas ninguém sequer deu uma satisfação; você pagou do mesmo jeito, foi prejudicado, mas não teve sua necessidade atendida.

O mesmo cenário pôde ser vivenciado hoje na Câmara Municipal de Santo André! Sem nenhum prévio aviso, nenhuma satisfação ou preocupação com os munícipes, a Audiência Pública marcada para esta noite de 03 de Setembro no local, com o propósito de “debater a tarifa, a qualidade e o financiamento do transporte público em Santo André” foi cancelada. Um aviso na porta da câmara municipal foi única coisa que fizeram para alertar aos interessados em participar do evento, este, noticiado na semana passada em algumas publicações.

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Com a mesma falta de consideração com que é tratado o cidadão que paga caro na tarifa do transporte público e é muito mal atendido, aqueles que com seus impostos mantém esta casa e esperavam uma oportunidade para debater o tema com os vereadores foram ignorados e como se sua participação neste processo fosse tão irrelevante quanto parece ser o passageiro que perde seus horários de trabalho e estudos por conta de um transporte público arcaico e ineficiente, não se deram ao trabalho de ao menos publicar na página da Câmara no Facebook, um aviso do cancelamento.

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Nenhum vereador se manifestou a respeito. Nenhuma postagem em rede social que políticos adoram fazer. O vereador que convocou a audiência, Wilians Bezerra (PT) postou um aviso no Facebook avisando do cancelamento, sem muitos detalhes, nenhum esclarecimento. Nenhuma palavra do presidente em exercício da Câmara, o vereador Almir Cicote (AVANTE, ex-PSB). Nem do vereador Fumassa (PSDB), conhecido por ter atuado por anos nesse mesmo sistema de transporte hoje alvo de muitas reclamações e que, imaginamos, tenha se candidatado pensando em contribuir por sua melhoria.

Este é o sentimento do cidadão em relação aos serviços públicos da nossa cidade e do nosso país como um todo: falta de consideração, falta de respeito, falta de transparência e um distanciamento das pessoas que chega a ser ofensivo!

Mas isso não deve desestimular nossa luta por um transporte melhor. Pelo contrário, serve para demonstrar mais uma vez que as coisas só vão mudar quando nos indignarmos com a forma como somos tratados, sendo ainda aqueles que sustentam todos estes serviços dos quais muitos se beneficiam.

Não é uma luta fácil, muitas vezes parece que forças ocultas e obscuras trabalham para que nada mude e tudo fique do jeito que está. Mas aqueles que diariamente são ignorados e desconsiderados, seja no transporte público seja na representação legislativa, não podem se calar, não devem se resignar. Depende de nós mostrar para os políticos que deveriam defender o interesse da nossa cidade, que a forma como estão conduzindo tais temas além de não atender as necessidades do cidadão só cria mais revolta e repulsa por estas figuras.

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Fim do aplicativo Cittamobi na cidade?

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Nos últimos dias os passageiros não encontrado informações sobre os horários dos ônibus no aplicativo, fato que tem gerado preocupação em quem utiliza esta ferramenta em sua rotina de deslocamentos pela cidade

Nos últimos dias os usuários do transporte público da cidade de Santo André notaram que o Cittamobi, aplicativo que mostra a previsão de passagem dos ônibus nos pontos em tempo real, deixou de funcionar. Quase nenhum ônibus dos mais de 400 que prestam serviço nas 52 linhas da cidade reportava sua posição no mapa.

A princípio a maioria pensou se tratar de um problema pontual, mas passados alguns dias com o aplicativo sem funcionar, começaram as suspeitas que havia algo de errado. E realmente havia! O usuário Henrique Sathler questionou os responsáveis pelo aplicativo na página no Facebook do Cittamobi e a resposta foi que “as seguintes empresas, por motivos comerciais, estão em processo de desligamento do aplicativo: ETURSA, Guaianases-Curuça, Urbana Santo André, Parque das Nações e Viação Vaz“.

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Mensagem enviada à Cittamobi pelo passageiro Henrique Sathler

A informação, divulgada ontem na página do Mobilidade Santo André, deixou a todos preocupados pois o Cittamobi, apesar de seus inúmeros problemas e limitações, é uma ferramenta útil que foi incorporada à rotina da grande maioria dos passageiros do transporte público municipal. Ficar sem ele significa, além do incômodo de esperar o ônibus sem saber quanto tempo pode demorar, o risco em relação a insegurança que afeta a maioria dos pontos de ônibus nos bairros da cidade.

Para sanar todas as dúvidas e esclarecer o que de fato está ocorrendo, contatamos nesta tarde a SA-Trans, autarquia gerenciadora dos ônibus municipais, sendo atendidos prontamente pelo Sr. Freire, responsável pela área que controla o sistema de GPS.

Ele informou que está ocorrendo uma migração do sistema instalado nos ônibus, que deixará de ser da Cittamobi e passará a ser fornecido pela Transdata, a mesma empresa responsável pelos validadores da bilhetagem eletrônica. Estão desativando os equipamentos antigos (chamados de AVL, sigla em inglês para Automatic Vehicle Locator ou Localizador Automático de Veículos em português) e instalando os novos. Já é possível ver alguns ônibus com o equipamento instalado no painel de instrumentos do motorista.

Não se falou de uma data oficial para o término da migração, mas uma estimativa não oficial é de que até meados de fevereiro ela esteja concluída. Nesta ocasião também será disponibilizado o novo aplicativo que deve substituir o Cittamobi, provavelmente o Ônibus+ que é desenvolvido pela própria Transdata e que pode ser baixado para celulares Android na loja GooglePlay.

Ônibus+

Interface do aplicativo da Transdata que deve substituir o Cittamobi

Portanto, a cidade não ficará órfã deste importante recurso, porém passará por um período de indisponibilidade e instabilidade que pode gerar desconforto para os passageiros e exigirá uma readaptação ao novo modelo que, pelo que apuramos, tem uma interface ainda mais limitada e pouco usual que o Cittamobi. Também é desconfortável a falta de comunicação por parte da prefeitura para este fato que tem afetado o dia-a-dia de milhares de passageiros.

Sistema fechado

Vale lembrar que este tipo de sistema para monitoramento GPS é considerado fechado, ou seja, todo o fornecimento, controle e manutenção é feito pelas empresas proprietárias e são negociados diretamente com as viações. Logo, os dados só funcionam em seus próprios sistemas e aplicativos, exceto em casos onde o contrato de concessão exija que os dados sejam abertos ao interesse público, o que não parece ser o caso de Santo André. Aqui o GPS é exigido para fins de fiscalização por parte das empresas e da própria prefeitura, mas não conseguimos confirmar sobre a obrigatoriedade de disponibilidade pública dos dados.

Há outro aplicativo onde estão disponíveis as linhas e os horários dos ônibus de Santo André, o Moovit. Porém, devido essa característica dos dados de GPS não serem abertos, ele não oferece a previsão de passagem dos ônibus em tempo real. Na capital, São Paulo, por exemplo, o sistema é regulamentado pela prefeitura, fornecido pelas empresas e com acesso aberto aos dados, onde desenvolvedores podem usa-los para criar aplicativos que mostrem a previsão de passagem dos ônibus. A questão dessa disponibilidade gira em torno dos custos, onde em sistemas fechados há negociações entre a fornecedora e as viações para o uso comercial dos dados, o que acaba custeando o serviço. Em um sistema aberto, o custo é todo das empresas e isso acaba incidindo sobre o valor das tarifas.

O fato é que talvez com toda esta mudança, este seja o momento para que se busque esclarecimento junto à prefeitura sobre qual é o formato de monitoramento GPS exigido no sistema de transporte de Santo André e de se discutir qual é o melhor modelo para a cidade. Para nós, parece mais interessante que os dados sejam abertos para que o usuário não fique refém de uma única opção de aplicativo e a concorrência entre eles traga qualidade para o serviço. Além é claro de dar para a sociedade organizada a capacidade de também fiscalizar de forma mais efetiva a qualidade do próprio serviço dos ônibus que, ultimamente, tem deixado muito a desejar.

por Diego Vieira

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Governo do Estado teve problemas com obtenção de recursos para desapropriações. RENATO LOBO Alterar o projeto do monotrilho da Linha 18-Bronze para um sistema Bus Rapid Transit – BRT para baratear o custo. Esta é a ideia do deputado federal Alex Manente (PPS/SP), em entrevista ao Repórter Diário. “Eu acredito que precisa ter uma revisão nesse […]

via Deputado defende troca do Monotrilho do ABC por BRT — Diário do Transporte

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Licitação dos ônibus da Vila Luzita não tem prazo definido

Maiores problemas são em relação à documentação que atesta a viabilidade econômica ADAMO BAZANI Previsto para ser publicado até o dia 28 de dezembro de 2016, o edital de licitação das 15 linhas de ônibus que ligam a região da Vila Luzita ao terminal de integração no bairro e também ao centro da cidade, ainda […]

via Edital de licitação do sistema de ônibus da Vila Luzita está com prazo indefinido — Diário do Transporte

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CPTM restringe acesso à estação Santo André

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CPTM fechou acesso leste da estação Santo André, que fica na passagem subterrânea, o que desagradou passageiros que utilizavam o local como acesso mais rápido e cômodo às plataformas e aos trens metropolitanos

Desde e o dia 05/01/2017 o acesso à estação Prefeito Celso Daniel – Santo André da linha 10 – Turquesa, que fica na passagem subterrânea entre os terminais Leste e Oeste da EMTU, teve seu horário de funcionamento limitado pela CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Agora ele só funciona das 6h30min as 14h, após este horário só é possível realizar saída pelo local.

A medida desagradou passageiros que o utilizavam para agilizar o embarque nos trens da CPTM vindos, por exemplo, das linhas municipais da SATrans e das linhas da EMTU que fazem ponto final no Terminal Leste, ou das linhas circulares da UFABC que fazem parada na rua Visconde de Taunay.

Isso porque, agora, todos terão que atravessar a passagem subterrânea até a saída localizada na plataforma A do Terminal Oeste, subir as escadas, atravessar a Rua Itambé e só assim, acessar as plataformas da estação através da bilheteria principal. Outra opção seria usar a passarela sobre a via férrea e caminhar até a estação, mas a insegurança do local, famoso por casos de assaltos, dificulta sua utilização principalmente a noite.

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Passageiros terão de utilizar acesso da Rua Itambé que é distante e muito mais movimentado

Segundo nota divulgada à imprensa, a companhia alega que “o maior volume de usuários que utilizam o acesso pelo túnel está concentrado no período da manhã”. Também ocorreram alterações no estação São Caetano, onde o acesso norte foi fechado por completo.

As restrições dificultam a vida dos passageiros, em especial aqueles com mobilidade reduzida, que a partir de agora farão um trajeto muito maior para ter acesso aos trens. Vale lembrar que os terminais e a estação não possuem equipamentos de acessibilidade como elevadores, plataformas elevatórias ou escadas rolantes, apenas as longas e íngremes rampas como opção às inúmeras escadas no caminho.

O fato é que a justificativa da CPTM não convence. Não é de hoje que a empresa vem demonstrando dificuldades com pessoal, o que tem afetado o atendimento nas bilheterias da estação. No dia 12/11/2016 o Professor Chicão, conhecido militante das pautas sobre mobilidade na cidade, postou no Facebook um vídeo que mostra uma enorme fila na bilheteria da estação Santo André:

Perguntado sobre os motivos da enorme fila, ele informou que ouviu de funcionários da CPTM que era motivada por falta de pessoal, o que limitava o atendimento nas bilheterias, e a falta de troco. Essa cena é muito comum na estação Santo André, filas enormes para a compra do bilhete magnético, o que favorece inclusive o comércio irregular de passagens.

Com a migração dos passageiros do acesso fechado para a bilheteria principal, há uma tendência de aumento das filas por conta da maior demanda. Questionamos a CPTM via Twitter sobre a possibilidade de aumento de funcionários atendendo nas bilheterias e se os que atuavam no acesso fechado serão transferidos para a principal, ou se a medida visa apenas enxugar o quadro. Aguardamos as respostas.

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Aviso na plataforma da estação

A questão é que a medida vai na contramão daquilo que é preciso para estimular o uso do transporte público, tonando-o mais acessível para toda a população. Medidas como estas acabam por tornar mais difícil a rotina dos passageiros e a reforçar o estigma que existe sobre o sistema. Épocas de crise não podem tornar-se justificativas para retrocessos, afinal são nelas onde as pessoas mais dependem do transporte público.

O acesso pela rua Itambé é sim mais movimentado, tendo em vista a concentração muito maior de linhas de ônibus municipais e metropolitanos no Terminal Oeste, além do fluxo maior de automóveis. O Terminal Leste possui menos linhas de ônibus e boa parcela dos moradores do 2° Subdistrito utilizam também as estações de Utinga, Prefeito Saladino e Capuava, que possuem melhor acesso neste lado da cidade.

Mas este desequilíbrio na distribuição dos passageiros não pode tornar-se justificativa para que milhares de passageiros sejam prejudicados.

É importante que questões como estas sejam levadas ao público antes de serem efetivadas e caso não possam ser revertidas, que ao menos sejam adotadas medidas que minimizem os impactos. Infelizmente não é o que se vê na CPTM. A empresa é sempre muito distante do público e pouco transparente em suas ações, postura que vai de contra o caráter do serviço que presta na região metropolitana, transportando milhares de pessoas todos os dias. Um serviço de transporte mais adequado a necessidade da metrópole, exige uma mudança de postura da empresa no seu relacionamento com os passageiros e com as cidades da região metropolitana, para que o diálogo entre elas seja o melhor possível.

Por Diego Vieira

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DET volta atrás em mudança na Queirós Filho

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Depois da controversa conversão para mão única do trecho final da Av. Queirós Filho, na Vila Homero Thon, que gerou reclamações de moradores e motoristas, o DET – Departamento de Engenharia de Trânsito de Santo André voltou atrás na mudança e retomou o trecho de aproximadamente 30 metros para mão dupla novamente.

A Secretaria Obras e Serviços Públicos da cidade já tinha um projeto de alteração há algum tempo, intervenção essa que faz parte do conjunto de compensações pela construção do complexo Brookfield, que abriga entre outros empreendimentos o Atrium Shopping.

A mudança ainda não havia sido implantada pois a estimativa de fluxo de veículos no local não foi atingida como o previsto, provavelmente por conta dos atrasos na entrega das obras que contam ainda com um hotel, um edifício comercial e torres residenciais.

Há cerca de duas semanas a mudança foi implementada, depois de liberado novo retorno à direita alguns metros a frente do cruzamento com avenida. Motoristas reclamavam de congestionamentos para acessar a Queirós Filho pelo novo retorno a partir da Av. Giovanni Batista Pirelli. A fila de carros chegava a fechar o cruzamento.

Dificuldades para mudar:

Não temos informações sobre os motivos que levaram a prefeitura a voltar atrás na mudança. Porém tal postura mostra como são difíceis quaisquer mudanças na infraestrutura de nossas cidades.

Ao mesmo tempo que existe uma resistência natural do ser humano para mudanças, as pessoas também costumam ser bastante acomodadas e não se esforçam para entende-las e colaborar para que as dificuldades sejam minimizadas.

Por outro lado também, nossos órgãos públicos tem sérias dificuldades em implementar qualquer tipo de mudança, por menor que seja. Falta de recursos humanos, financeiros e ou tecnológicos são só algumas das dificuldades que tornam estes processos verdadeiras dores de cabeça. Falhas de comunicação, de organização ou de planejamento são algumas da consequências que só amplificam essa resistência das pessoas.

No caso específico da Queirós Filho, vemos ambas as situações. Uma mudança feita repentinamente com pouca comunicação, sem uma maior interação com a comunidade no entorno e tornando um processo aparentemente simples, de conversão à direita, algo bem mais complicado, com novos cruzamentos, um semáforo e pouco espaço para o enorme fluxo de veículos no local.

O resultado não poderia ser outro: motoristas estressados, trânsito complicado e todo mundo querendo que voltasse a ser como antes. Com isso, todos os recurso investidos na alteração (construção do retorno, semáforo, sinalização, equipes de plantão etc.) são desperdiçados e algo que até poderia trazer alguma melhoria para o local acaba se perdendo nesse mar de falta de planejamento, transparência e eficiência na condução da vida urbana.

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